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Detectando impostores

12/11/2007 9:53:27 PM

Em 1851 Schopenhauer já denunciava o tipo de impostor que hoje é tão comum de se achar em jornalecos e blogs espelhados pela Internet. Invejosos insatisfeitos com o sucesso alheio, incapazes de produzir qualquer coisa que tenha valor. Muito comuns no meio universitário, onde vagabundos se escondem no papel de professores, sem a obrigação de mostrar resultados. O único objetivo desses pilantras é capturar o maior número possível de mentes jovens, ignorantes, e moldá-las à sua semelhança, disseminando a cultura de destruição e negação do reconhecimento de méritos. Não suportam a existência de pessoas com inteligência superior, nem o sucesso financeiro concedido a essas pessoas. Não suportam aqueles que promovem a evolução do mundo, portanto. Além de classicamente defenderem o comunismo, com a popularização da informática encontraram nos softwares públicos um meio de se apropriar do trabalho alheio. E como não poderia ser diferente, direcionam a inveja a um dos maiores conglomerados de gênios da atualidade, que é a Microsoft. Não sentem vergonha alguma de mentir descaradamente e de forma doentia. Eu não citaria exemplos desses seres desprezíveis, se não fossem casos tão gritantes de mentira como nesse post aqui. A minha esperança é que mesmo as pessoas mais alienadas e ignorantes não caiam nesse tipo de conversa fiada:

"Várias vezes enquanto a rede windows da prefeitura caia, a rede dos telecentros continuava funcionando.",
"Falei para o Waldemar que esta história do windows garantir empregabilidade é papo furado.",
"O Vista não roda em máquinas de última geração. Ele precisa de mais de 2 Gbs."
"Deixei bem claro que quem garante democracia em SP é a rede GNU/Linux dos telecentros. Ela dá opções aos cidadãos. Mostrei que o "papinho da livre escolha" que a micro$oft divulga é uma falácia."


Chego a me impressionar com essas afirmações mentirosas e sem fundamento. O que mais me preocupa é o cara mentir até sobre o mercado de trabalho, porque isso pode prejudicar diretamente as pessoas que buscam uma carreira na informática. No mercado de desktop o Linux tem participação inferior a 2%, enquanto que no mercado de servidores web que é onde tradicionalmente sempre se deu bem, vem perdendo lugar pro Windows como pode ser visto aqui. Esse fato se deve principalmente à enorme produtividade e facilidade de desenvolvimento de aplicações proporcionada pelo .NET, que é indiscutível em relação a tecnologias web ultrapassadas como o PHP. Levando em consideração que existe .NET até pro Linux, fica evidente a maldade que é esconder isso de quem quer entrar no mercado, principalmente usuários do telecentro ávidos por conhecimento. Recai no mesmo problema do professor inútil e invejoso que só quer neutralizar a capacidade dos seus aprendizes. E ainda tem a coragem de falar em "democracia" e "liberdade". Muito triste e desonesto.

A seguir cito alguns trechos do gênio Schopenhauer, que continuam mais válidos do que nunca. " ...

As cabeças banais simplesmente não podem se decidir a escrever do modo como pensam, porque pressentem que, nesse caso, o resultado teria um aspecto muito simplório. Mas já seria alguma coisa. Se eles apenas se dedicassem com honestidade à sua obra e simplesmente quisessem comunicar o pouco e usual que de fato pensaram, da maneira como pensaram, seriam legíveis e até mesmo instrutivos dentro da sua esfera própria. Só que, em vez disso, esforçam-se para dar a impressão de ter pensado mais e com mais profundidade do que o fizeram realmente.

Essas pessoas apresentam o que têm a dizer em fórmulas forçadas, difíceis, com neologismos e frases prolixas que giram em torno dos pensamentos e o escondem. Oscilam entre o esforço de comunicar e o de esconder o que pensaram. Gostariam de expor o pensamento de modo a lhe dar uma aparência erudita e profunda, para que as pessoas achem que há, por trás deles, mais do que percebem no momento. Assim, ora lançam os pensamentos de modo fragmentário, em sentenças curtas, ambíguas e paradoxais, que parecem significar muito mais do que dizem; ora os apresentam numa torrente de palavras, com a mais insuportável prolixidade, como se fossem necessários verdadeiros milagres para tornar compreensível o sentido profundo das suas idéias - quando elas na verdade se reduzem a algo muito mais simples ou mesmo a uma trivialidade.

...

Quem tem algo digno de menção a ser dito não precisa ocultá-lo em expressões cheias de preciosismos, em frases difíceis e alusões obscuras, mas pode se expressar de modo simples, claro e ingênuo, estando certo com isso de que suas palavras não perderão o efeito. Assim, quem precisa usar os artifícios mencionados antes revela sua pobreza de pensamentos, de espírito e de conhecimento. "
A arte de escrever, Schopenhauer



Cesar Mello - 12/11/2007 11:20:11 PM:

Mais uma demonstração de fanatismo por software público:

http://cidadaocarioca.blogspot.com/2007/10/xiitas-freetardados.html



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